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21 março 2013

O Homem de Água






A Água era um compriiiido lençol azul...
Além do cenário em cujas janelas e cortinas abriam misteriosamente,
um gato abanava a cauda e miava no telhado de cartão...
Dançámos as várias qualidades da água 
e experimentámos diversas sonoridades aquáticas.
Ainda espalhámos tintas com os dedos e ramos de árvores,
e vimos as flores de feltro e tecido que o regador fez crescer!
MÁGICO!

01 março 2013

O Homem de Água: em breve!!!


Ilustração e cenário para o projecto "O Homem de Água"
da Camaleão – Associação Cultural para a XV Semana Cultural 
da Universidade de Coimbra, sobre o tema "Ser de Água", 2013

11 novembro 2012

Enredos, Enredilhos e outros Sarilhos



Logotipo e ilustração para o projecto 
de promoção de leitura de Ana Lage: 
"Enredos, Enredilhos e outros Sarilhos..."

01 julho 2011

Storytelling






















  

SOTÃO DE HISTÓRIAS 
Certo dia, uma Boneca de Trapos resolveu deixar o sotão 
onde vivia com outros brinquedos, e andar de terra em terra, 
a contar misteriosas histórias...

3 Julho 2011
precisamente às 12h12
no MOUVA
– Mercado de Objectos Usados, Víveres e Artesanato
Largo de São Pedro
Palhaça (Oliveira do Bairro)

http://mouvapalhaca.blogspot.com/

01 março 2011

Quinta de Contos

3 Março | 22h
Ateneu de Coimbra

Irei como contadora da Camaleão
e a convidada será a fantástica Ana Lage.

04 fevereiro 2011

O Esquilo que Amava as Palavras

Lançamento do Livro:
"O Esquilo que Amava as Palavras
e Outras Histórias"
da autora Milu Loureiro
editado pela Chiado Editora.

12 Fevereiro
Casa Municipal da Cultura
Coimbra

19 janeiro 2011

Lua Cheia de Janeiro

"Um pássaro no ar contou-me um enigma;
Um peixe é um pássaro que nada no mar,
Um pássaro é um peixe que nada no ar."

[Livro "A Casa da Floresta" de Marion Zimmer Bradley]

05 janeiro 2011

Em fase Fénix




















O poeta persa sufista Farid al-Din Attar, descreve a fênix:

"Na Índia vive um pássaro que é único: a encantadora fênix
tem um bico extraordinariamente longo e muito duro,
perfurado com uma centena de orifícios, como uma flauta.
Cada abertura em seu bico produz um som diferente,
e cada um desses sons revela um segredo particular, subtil
e profundo.
Quando ela faz ouvir essas notas plangentes, os pássaros
e os peixes agitam-se, as bestas mais ferozes entram em
êxtase; depois todos silenciam.
Foi desse canto que um sábio aprendeu a ciência da música.

A fênix vive isolada e conhece de antemão a hora da sua morte.
Quando ela sente aproximar-se o momento de retirar o seu
coração do mundo, e todos os indícios lhe confirmam que deve
partir, constrói uma pira reunindo ao redor de si lenha e folhas.
No meio das folhas entoa tristes melodias. Enquanto canta,
a amarga dor da morte penetra no seu íntimo e ela treme
como uma folha.

Quando lhe resta apenas um sopro de vida, a fênix bate
as suas asas e agita as suas plumas, e deste movimento se
produz um fogo que se espalha rapidamente para folhagens
e madeira, que ardem agradavelmente.
Breve, madeira e pássaro tornam-se brasas vivas, e então cinzas.
Porém, quando a pira foi consumida e a última centelha se
extingue, uma pequena fênix desperta do leito de cinzas..."

04 janeiro 2011

*

I´m so happy
`cause today I found myself in a litlle box...
and I dreamt with a pirate...

21 dezembro 2010

Lua Cheia de Dezembro

"No campo, as barracas dos mercadores sucediam-se
sem interrupção, com as suas mercadorias variadas
dispostas numa mistura exuberante de cores e formas.
Havia mantos e capas de seda púrpura, penas de
pavão, casacos de pele tingida, manjares raros, como
amêndoas e passas, e toda a espécie de aromas e
especiarias, pérolas, gemas, prata e ouro. Continuavam
a entrar mais mercadorias pelos portões, amontoadas
em vagões ou em pilhas desordenadas, às costas dos
comerciantes mais pobres, dobrados ao peso da carga.
(...) Um denário! Parecia uma fortuna desmedida.
Vaguevam pelos estreitos e apinhados corredores entre
as barracas. Os vendedores expunham as suas mercadorias,
os clientes regateavam os preços acaloradamente e artistas
de todos os tipos - dançarinos, malabaristas, acrobatas,
domadores de ursos e de macacos - faziam as suas
habilidades. O barulho dos inúmeros negócios, da galhofa
e das discussões levadas a cabo em centenas de dialectos
e línguas diferentes rodeavam-nos por todos os lados.
(...) a mulher tomou a mão forte e jovem de Joana nas suas
mãos trementes e examinou-a com um ar estranho. Ficou
calada durante muito tempo; depois, começou a falar:
- Bela quimera, sois o que não sereis; o que sereis não é
o que sois. Sim, bela quimera, vejo o desejo secreto do
vosso coração. Sereis grande, maior do que sonhais e
sofrereis mais do que imaginais."

[Livro "A Papisa Joana" de Donna Woolfolk Cross]

12 dezembro 2010

Pimpidu e as Histórias


Certo dia, uma Boneca de Trapos resolveu deixar o sotão onde vivia com outros brinquedos, 
e andar de terra em terra, a contar misteriosas histórias...

Once upon a time, a Puppet left the loft where she lived with other toys, and start walking, from land to land, town to town, village to village, telling misterious stories...

10 dezembro 2010

Troca de Bindis *
















"Dois ignorantes encontram-se
e não tardam em se agredir.
Dois sábios encontram-se
e logo se abraçarão."
(Hermógenes)

03 dezembro 2010

Pimpidu na FNAC!

Chegou a hora de entrar no Reino do Faz-de-Conta,
a terra onde tudo é possível!
[Contos de Histórias acompanhados
de pequenas surpresas]

12 Dezembro (domingo) . 15h
na FNAC de Coimbra

Até lá! *

21 novembro 2010

Lua Cheia de Novembro

"Devia ter de aliviar as dores, de forma a que Gudrun pudesse descontrair-se
e ajudar a criança a nascer. Para isso, tinha de usar meimendro. Pegou num
ramo de florinhas amarelas, raiadas de púrpura, colocou-as num almofariz em
loiça e reduziu-as habilidosamente a pó, tapando o nariz por causa do cheiro
acre que elas libertavam.
(...) Chovia. Um aguaceiro primaveril que enchia o ar da noite com o cheiro
agridoce de terra acabada de lavrar.
(...) Tirou algumas bagas de cevada seca do saco de lã, quase vazio, depois de
um longo Inverno, e deitou-as no recipiente.
(...) Joana adorava a sua frescura e o cheiro a pergaminho que impregnava
o ar, um incentivo à exploração da vasta colecção de livros que ficava do
outro lado da porta.

(...) Ensinou-lhe a cultivar e colher as plantas medicinais do jardim e a usar
as suas diversas propriedades curativas: funcho para a obstipação, mostarda
para a tosse, cerefólio para as hemorrogias, absinto e folhas de salgueiro
para a febre. No jardim de Benjamim havia remédios para todos os males
humanos possíveis e imaginários. Joana ajudava-o a fazer as diversas
cataplasmas, purgas, infusões e curativos
(...) Apressou-se a fazer uma poção com vinho tinto e salva, na qual deitou
umas gotas de sumo de papoila. Um preparado daqueles exigia o maior cuidado,
porque aquilo que administrado em pequenas quantidades fornecia um alívio
abençoado para as dores mais insuportáveis, também podia matar. A diferença
dependia apenas da habilidade
(...) O corpo dele sarará, pensou ela, mas não a sua alma ferida. 
(...) Deixou para o seu aprendiz a tarefa de ligar a ferida com as folhas de arruda,
cobertas com gordura, embrulhadas em pano.
(...) Joana pegou no seu saco e tirou um pedaço de pergaminho encerado,
desdobrando-o cuidadosamente para não desperdiçar o pó precioso [pó de
cólquito]. O camareiro voltou com um jarro de água. Joana deitou um pouco
numa taça, depois deitou-lhe dois dracmas de raiz em pó, a dose recomendada.
Acrescentou-lhe mel diluído, para disfarçar o sabor amargo e uma pequena
dose de meimendro, para adormecer Sérgio - porque o sono era o melhor
remédio contra a dor, e o descanso a melhor esperança de cura.
(...) Colocou-o sob uma dieta rigorosa constituída por vegetais e água de cevada.
(...) Com a persistência de Joana, cada dia foi um pouco mais longe; ao fim de
um mês, já era capaz de dar uma volta completa ao jardim.
(...) Era Primavera e os lilases já estavam em flor, perfumando o ar com o seu
aroma activo.

(...) A sua pele era de uma alvura marmórea, os seus olhos, enormes, com umas
órbitras de um violeta-profundo, que as grandes pupilas negras tornavam num
negro de ébano.
Demasiado grandes, pensou Joana subitamente. Uma dilatação tão grande das
pupilas era realmente anormal. A observação clínica quebrou o feitiço da beleza
de Marioza.
(...) O cheiro neste quarto... é mandrágora, uma coisa a que se chama, às vezes,
maçã-de-satanás. O fruto amarelo era um narcótico; isso explicava as pupilas
dilatadas de Marioza.

(...) Depois, pegou num pacote de pó de raiz de carvalho e noutro com salva seca;
esmagou-os e deitou-os num frasquinho com vinho misturado com mel. Virando
cuidadosamente o frasquinho com o líquido precioso, bebeu um trago para resistir
aos humores negativos daquele lugar.

(...) Alguns corpos queimados e calcinados não eram passíveis de cura; não havia
nada a fazer, a não ser administrar doses de papoila, mandrágora e meimendro para
aliviar as suas agonias mortais. Outros tinham queimaduras graves que ameaçavam
infectar; a esses, ela aplicava-lhes emplastros de mel e aloé (...) Mas havia ainda
outros, cujos corpos não tinham sido tocados pelo fogo mas sofriam de problemas
respiratórios, por terem respirado muito fumo. Estes agonizavam, lutando pela vida
a cada respiração.
(...) esmagando algumas folhas secas de hissopo, transformando-as num pó fino no
seu almofariz. Esmagar e moerm esmagar e moer; os movimentos familiares da mão
e do pulso eram bálsamo para o desgosto que lhe atormentava o coração."

[Livro "A Papisa Joana" de Donna Woolfolk Cross]


"Deus colocou nas florestas a sua farmácia para que todos os homens pudessem ter saúde."

[Paulo Coelho]

10 novembro 2010

Camaleão . Casa das Artes




















Finalmente temos uma casa!
A Camaleão será uma das três associações
a ter um lugar na Casa das Artes
da Fundação Bissaya Barreto.
Vamos criar, Criar, CRiaR!

Inaguração da Casa das Artes
13 Nov 2010 .  17h

Finally we have a home!
The association "Camaleão" will have a place 
in the "House of Arts" of Bissaya Barreto Foundation.

23 outubro 2010

Lua Cheia de Outubro

"(...) dizia que o cabelo de uma mulher é a rede onde Satanás
apanha a alma de um homem. E o cabelo de Gudrun
era extraordinariamente belo, comprido, macio, dourado,
sem um único cabelo branco, apesar de já ser uma idosa
com trinta e seis primaveras. (...)
Aceitavam o que lhes diziam e não procuravam ir mais além.
Sonhavam com um bom marido, quer dizer, um homem que
as tratasse bem e que não lhes batesse, e com um pedaço de
terra para cultivar; nem sequer pensavam em sair do mundo
seguro e familiar da aldeia. Eram tão incompreensíveis para
Joana como ela para elas. (...)
Se Hrotrud viesse à superfície e flutuasse revelar-se-ía como
uma feiticeira e como uma bruxa, pelo que seria queimada.
Se se afundasse, estava provada a sua inocência (...)
- Aprende com o meu erro -  disse Gudrun firmemente - para
não o repetires. Casar é abdicar de tudo; não só do teu corpo,
mas também do teu orgulho, da tua independência, da tua
própria vida. Percebes? (...)
A semente da dúvida, plantada na infância pela sua mãe,
tinha criado raízes na sua alma. (...)
Nunca te entregues a um homem. A voz da sua mãe ecoava
como um sino de alarme na sua cabeça.
Precisava de tempo para distinguir o turbilhão de emoções que
lhe iam no coração. Mas tempo era coisa que ela não tinha. (...)
ficou súbita e irracionalmente zangada com Geraldo por ele ter
despertado nela aqueles sentimentos. (...) Dava largas à cólera
que sentia dentro de si, esperando que ela reprimisse as suas
outras emoções, mais perigosas. (...) Joana não queria ouvir
argumentos razoáveis. A proximidade de Geraldo e a atracção
física que sentia por ele eram um tormento, uma serpente que
se enrolava à volta da sua vontade, estrangulando-a. Tentou
libertar-se do seu abraço com brusquidão. (...) Mais uma
palavra de amor e de desejo da parte dele, e ela cederia e
correria para os seus braços. Mas ele virou-se de repente e
afastou-se na direcção da porta. (...)
Sorriram um ao outro com o calor da intimidade restabelecida.
(...) - Cada vez que te vejo...volto a descobrir-te. (...)

Mente e coração, fé e dúvida, vontade e desejo. 
Será que as dolorosas contradições da sua 
natureza alguma vez se resolveriam?"

[Livro "A Papisa Joana" de Donna Woolfolk Cross]